Marcelo Leite

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Marina e a 'ditabranda' cubana

 
 

Marina e a 'ditabranda' cubana

Soube por uma fonte do PV que a recusa de Marina Silva a qualificar o regime cubano como "ditadura", no programa de TV É Notícia (leia mais na nota abaixo), causou espécie também dentro do partido que deverá lançá-la como candidata à Presidência da República.

A explicação apresentada é que Marina provém do campo dos movimentos sociais, onde ainda sobrevive toda uma mitologia sobre a Revolução Cubana e a tendência a relevar restrições de direitos supostamente necessárias em razão do bloqueio e da espionagem americana. E, ainda, que essas restrições de alguma maneira seriam "compensadas" pela realização de outros direitos humanos, digamos, mais "materiais", como saúde e educação (e não apenas "formais", como liberdade de expressão, de reunião e de manifestação).

É um sofisma, claro, e duvido que Marina lhe dê algum crédito. Ao fazer a concessão para esse público que lhe é caro, porém, dá margem a que concluam exatamente isso - que, como Lula, ela talvez encare Fidel e Raul como líderes de uma espécie de "ditabranda". O que não deixa de ser lamentável.

Escrito por Marcelo Leite às 16h30

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Cuba e a ditadura, segundo Marina

 
 

Cuba e a ditadura, segundo Marina

 

Estou assistindo, com atraso ao programa em que Kennedy Alencar (É Notícia) entrevista Marina Silva, pré-candidata do PV à Presidência da República. Se vir algo a mais, voltarei, mas embatuquei logo de cara com as respostas de Marina às perguntas insistentes (mas educadas) de Alencar sobre se ela considera Cuba uma ditadura, ou não.

Por que Marina Silva se recusou a qualificar Cuba como uma ditadura? Sua resposta deixa isso claro, na linha "se a democracia é boa para o Brasil, porque não seria boa para Cuba?", mas não pronunciou a palavra e se esquivou de modo esquisito, dizendo que não é socióloga para fazer esse julgamenta.

Ora, não se trata de um juízo técnico, sociológico, mas político. O mais difícil para uma ex-petista e (ex?) socialista ela fez, condenar a falta de liberdade, mas evitou a palavra como pôde. Por quê?

Escrito por Marcelo Leite às 21h27

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Marcelo Leite Marcelo Leite é repórter especial da Folha e autor do livro "Promessas do Genoma".
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