Marcelo Leite

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Neste domingo, às 10h30, estarei no estande das editoras Ática/Scipione (entre ruas D e E, Av. 01) da Bienal do Livro, no Parque de Exposições do Anhembi, autografando seis livros paradidáticos pela Ática (saiba mais sobre os títulos aqui). O último deles é Brasil, Paisagens Naturais (capa acima).

Escrito por Marcelo Leite às 09h53

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Ah, bom. Sim, claro. Como não?

Ah, bom. Sim, claro. Como não?

Amit Goswami, físico-místico indiano

Recebi um link para transcrições de alguns programas Roda Viva, da TV Cultura. Dei uma espiada e vi que estava no rol a entrevista que foi ao ar em 11 de fevereiro passado com o físico indiano Amit Goswami, que o site assim apresenta: "Rotulado de místico pela comunidade científica, Goswami fala dos paradigmas da sua nova teoria da consciência quântica".

Já aviso que não tenho a menor simpatia pelo que Goswami pensa e que não consegui assistir até o fim o documentário What the bleep do we know (veja trecho de dez minutos mais abaixo), em que ele é uma das estrelas.

Bingo. Tropecei já na primeira questão:


Heródoto Barbeiro: A minha primeira pergunta, professor Amit, é: o que é a morte?

Amit Goswami: O que é a morte? A morte é quando a consciência pára de causar o colapso das possibilidades quânticas em eventos reais da experiência.


Ah, bom. Sim, claro. Como não? Goswami prossegue:


Essa é a definição técnica da morte. Então, isso é interessante, pois na física quântica todos os objetos são possibilidades. Na verdade, momento após momento, incluindo nosso corpo e nosso cérebro, momento após momento nós causamos o colapso dessas possibilidades em eventos reais que experimentamos com o nosso corpo e o nosso cérebro. Quando perdemos essa capacidade de converter as possibilidades em eventos reais, nós morremos. Mas perceba o que está acontecendo: as possibilidades permanecem. É claro que algumas dessas possibilidades são possibilidades materiais. Essas possibilidades vão se desintegrar, no sentido do desaparecimento gradativo da estrutura, do desaparecimento gradativo da memória. Os corpos se desintegram. Mas, além do material, temos também componentes sutis, como a nossa mente, como o vital, como os nossos arquétipos supramentais, que vão além da mente e do vital, que também definem o nosso ser. Esses corpos são sutis. Eles não têm estrutura nenhuma. Eles podem continuar para além da nossa morte. Esse é o conceito da sobrevivência após a morte.

Escrito por Marcelo Leite às 19h09

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Marcelo Leite Marcelo Leite é repórter especial da Folha e autor do livro "Promessas do Genoma".
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