Marcelo Leite

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Quem sabe sabe. Fred Pearce é um veterano jornalista de ciência e meio ambiente, que deve ser lido com toda a atenção. Dificilmente o leitor deixará também de divertir-se, ainda que por razões tragicômicas - como na inspirada denúncia que acaba de assestar contra sir Richard Branson, o "alternativo" dono da Virgin Air.

Fred Pearce foi atrás dos índices de emissões de gases do efeito estufa da "verde" Virgin. Descobriu que ela perde feio, no quesito gramas de carbono por passageiro/km, para empresas com péssima imagem ambiental, como a RyanAir. Não deixe de ler.

Escrito por Marcelo Leite às 19h58

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Preparação para mudança climática custaria até três vezes mais, alerta estudo

 
 

Preparação para mudança climática custaria até três vezes mais, alerta estudo



O Instituto Internacional para o Ambiente e o Desenvolvimento (IIED, na abreviação em inglês) lançou hoje o relatório "Avaliando os custos da adaptação à mudança climática", em parceria com o Imperial College de Londres, com um alerta preocupante: estão subestimados os custos até agora calculados pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, órgão criado pela ONU) para que os países se preparem para a parcela de aquecimento global que não pode mais ser evitada. Pelos novos cáculos, a conta poderia ser até três vezes mais alta.

O principal autor do estudo é Martin Parry, que foi um dos coordenadores, entre 2002 e 2008, do grupo de trabalho do IPCC que se debruçou justamente sobre impactos, vulnerabilidade e adaptação. A Convenção da ONU sobre Mudança Climática estimava que seriam necessários de US$ 40 bilhões a US$ 170 bilhões por ano _ou o custo de até três Olimpíadas_ para pagar obras de infraestrutura e perdas econômicas provocadas por secas, inundações, epidemias etc. Parry e co-autores estimam que o valor deve multiplicar-se por 2 ou 3, quando se computam uma série de aspectos deixados de fora pelo IPCC.

"A quantidade de dinheiro sobre a mesa em Copenhague é um dos fatores-chave para determinar se alcançaremos um acordo sobre mudança climática", afirmou Parry em comunicado do IIED. "Mas estimativas anteriores da adaptação avaliaram substamcialmente mal a escala dos fundos necessários."

Alguns destaques do estudo:

  • Água - A estimativa anterior de US$ 11 bilhões excluía o custo da adaptação a enchentes e para transprote de água entre regiões;
  • Saúde - Os US$ 5 bilhões previstos desconsideravam países desenvolvidos e se baseavam apenas em malária, diarréias e desnutrição, ou seja, no máximo 30% a 50% dos problemas de saúde que afligem o mundo;
  • Infraestrutura - Pode sair até oito vezes mais caro que os US$ 10 bilhões/ano para mantê-la e ampliá-la de modo a garantir desenvolvimento para países pobres, como na África;
  • Zonas costeiras - US$ 11 bilhões excluíam aumento da intensidade de tempestades e se baseavam em previsões subestimadas de elevação do nível do mar (18-59 cm, quando estudos posteriores a 2007 sugerem até 150 cm);
  • Ecossistemas - O IPCC deixou de fora o custo de preservar ecossistemas para que mantenham seus serviços à economia, o que pode custar US$ 350 bilhões.

Escrito por Marcelo Leite às 11h57

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Marcelo Leite Marcelo Leite é repórter especial da Folha e autor do livro "Promessas do Genoma".
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