Dia do meio ambiente?

Para mim, todo dia é dia, mas enfim... A Folha de S.Paulo de hoje traz um caderno especial (veja índice das reportagens e artigos aqui, só para assinantes) que o comemora (ou rememora, não sei). Tem muita coisa boa, a começar pelo texto de Claudio Angelo, "Amazônia repete sina da mata atlântica", que retoma nosso guru Warren Dean.

Entre as coisas menos boas há dois textos meus. O primeiro crava que "Sobra terra para agropecuária no Brasil". Sua conclusão:

"Nada menos que 725 mil km2 (17%) da floresta amazônica já foram derrubados, em geral para formar pastagens e alimentar uma pecuária pouco produtiva. É o bastante para duplicar a safra de grãos. Não falta terra no Brasil - nem na Amazônia."

O segundo, "Alarmismo pouco é bobagem", defende as ONGs e arremata:

"Em 2000, Ipam e ISA lideraram a confecção de um relatório de grande repercussão sobre o impacto do plano Avança Brasil, do governo FHC. Previa que 180 mil km2 de floresta amazônica pereceriam como consequência, em três décadas, no altar do desenvolvimentismo ambientalmente imprevidente. Foi manchete da Folha em 13 de março daquele ano.

Pelos dados do Prodes, 167 mil km2 da Amazônia perderam a floresta de lá para cá. Passaram-se só 9 anos dos 30 projetados (6 deles sob Lula).
Diante disso se poderia afirmar, com objetividade e fundamento técnico, que alarmismo pouco é bobagem. Em especial diante de um governo que deita tanto carvão, gás natural e petróleo na fogueira eleitoral para requentar o Avança Brasil com o molho salgado do PAC."