O tempo quente da super-sucuri

 

Titanoboa cerrejonensis, a cobra titânica de Cerrejón (Colômbia)
(Ilustração: Jason Bourque)

A revista científica Nature, traz, em sua edição de amanhã, a descrição da maior cobra jamais encontrada: um exemplar da
Titanoboa cerrejonensis, com 13 m e mais de uma tonelada de peso. O curioso é que a reconstrução das dimensões do bicho, por pesquisadores do Canadá, dos Estados Unidos e do Panamá, se baseou em algumas poucas vértebras.

A nossa sucuri (Eunectes murinus) dificilmente ultrapassa 7 m. Esse limite máximo parece ser determinado pela temperatura ambiente, pois répteis como esses boídeos, de sangue frio, dependem dela para sua termorregulação. Os descobridores da T. cerrejonensis calculam que, quando ela viveu (há 58-60 milhões de anos), a super-sucuri (ou seria "superssucuri"?) enfrentasse temperaturas médias de 30-34°C (veja gráfico abaixo).

Gente, seria MUITO pior que Manaus... Mas calma, calma, que a gente chega lá. É só continuar queimando petróleo, carvão e florestas como estamos fazendo.