Ciência em dia
Ciência em dia
 

Ciência e Sociedade

Mania de grandeza

Mania de grandeza


Não é sempre que se topa com um relatório sobre o Brasil em inglês que cita nosso Hino Nacional, e ainda por cima de modo pertinente. Muito menos um texto bem escrito como "Brasil, A Economia de Conhecimento Natural", de Kirsten Bound, lançado pelo "think tank" britânico Demos.

Para quem anda deprimido com as supremas batatadas da política nacional, o documento garante overdose de otimismo. Temperado com realismo, portanto otimismo robusto. Basta erguer os olhos além do horizonte tacanho da corrupção, que domina o Brasil mas não o define, para vislumbrar um país com alguma grandeza.

Bound cita a estrofe de Joaquim Osório Duque Estrada no último parágrafo de seu estudo admiravelmente sintético sobre as relações entre natureza, economia e conhecimento (ciência, tecnologia e inovação, CT&I) no Brasil. Vem muito a calhar: "Gigante pela própria natureza / És belo, és forte, impávido colosso / E o teu futuro espelha essa grandeza".

A autora dá como favas contadas a constatação do primeiro verso. Ele é adequado tanto pela extensão territorial do país (quinto maior do mundo) quanto por abrigar 60% da maior floresta tropical do planeta, na Amazônia -além de outros cinco biomas. O problema, diz Bound, é saber se a promessa do segundo se cumprirá.

Ela avalia que as chances são boas. Mesmo deitado em berço esplêndido, o Brasil não ficou parado. Embora tenha começado a construir um sistema de CT&I digno do nome só na década de 1930, forma mais de 600 mil graduandos, mais de 30 mil mestres e 10 mil doutores por ano. É a maior potência tecnocientífica da América Latina, quiçá do hemisfério Sul.

Além disso, sua produção acadêmica se concentra nas áreas de agricultura, biologia e ciências da Terra. Tudo a ver com ganhos de produtividade nacional na utilização do capital natural. Uma condição necessária -mas não suficiente- para desviar-se da trilha de exploração predatória que sempre caracterizou seu setor primário.

Muito do otimismo do relatório decorre desse vislumbre: apesar de sua forte base natural, a economia do Brasil não está condenada a permanecer imatura e subdesenvolvida, como dita o pensamento convencional. (...)


Leia a íntegra da coluna Ciência em Dia na Folha de S.Paulo (aqui, só para assinantes).

Escrito por Marcelo Leite às 16h28

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Imprensa que ladra

Imprensa que ladra

[O argentino Diego] Golombek faz parte de uma estirpe de cientistas que, de Carl Sagan a Richard Dawkins, abraça a publicidade com entusiasmo -mesmo que isso implique encarar jornalistas. Aos poucos, seu exemplo se espalha entre pesquisadores. Se não ainda (ou não tanto) no Brasil e na Argentina, ao menos nos cinco países que lideram a produção científica mundial: Alemanha, EUA, França, Japão e Reino Unido.

A prova está na edição de anteontem do periódico americano "Science". Um grupo coordenado por Hans Peter Peters, do Centro de Pesquisa de Jülich (Alemanha), fez o primeiro estudo multinacional sistemático do proverbial mau relacionamento entre pesquisadores e jornalistas. Para surpresa da equipe, descobriu que eles nunca se deram tão bem. (...)

Pasme: 57% dos respondentes se disseram "predominantemente satisfeitos" com o resultado de seu último contato com a imprensa, e só 6% "predominantemente insatisfeitos". Considerando o impacto de toda a relação sobre suas carreiras, 46% declararam ter sido "mais para positivo" e apenas 3% "mais para negativo". (...)

[O]s autores concluem que os cientistas cada vez mais reconhecem os benefícios de relacionar-se com a imprensa. A razão mais citada (93%) é genérica: induzir "uma atitude mais positiva do público diante da ciência". Mas parece pesar muito, também, a chance de obter mais visibilidade para o próprio trabalho -tanto entre pares quanto entre financiadores.

Dominique Brossard, co-autora do estudo e professora de jornalismo da Universidade de Wisconsin em Madison (EUA), conclui: "A pesquisa mostra que os cientistas encaram interações com jornalistas como necessárias. Não precisamos mais conquistar os cientistas. Passamos desse ponto". O Brasil não tem Nobel nem IgNobel, mas ainda chega lá.


Leia a íntegra da coluna na Folha de S.Paulo.

Escrito por Marcelo Leite às 18h58

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Macumba, dengue e Voltaire no Rio: o editorial do biólogo doido

Macumba, dengue e Voltaire no Rio: o editorial do biólogo doido

 

Graças a Marcelo Hermes-Lima, do blog Ciência Brasil, topei com um editorial inacreditável do periódico The FASEB Journal, publicado pela federação das sociedade americanas de biologia experimental. O texto, que carrega o imperdível título "Dengue fever in Rio: Macumba versus Voltaire" (aqui, em inglês), é assinado por Gerald Weissmann, editor-chefe do periódico desde outubro de 2005 - mas pode chamá-lo de biólogo doido que dá no mesmo.

Weissmann acerta no atacado (criticar o prefeito do Rio, Cesar Maia, por sua inoperância diante da epidemia de dengue no começo do ano) e erra - muito, demais - no varejo.

Aliás, erra também no atacado, porque toma um dos factóides do prefeito do DEM como uma espécie de paradigma do comportamento de brasileiros diante da doença, ainda que de permeio sobrem alguns elogios para os pesquisadores da Fiocruz.

No esqueminha mental tacanho de Weissmann, Maia seria o lado macumba, e a Fiocruz, o lado Voltaire do Brasil. Uma lógica típica de samba-enredo, mas vá lá. Só não precisava escrever tanta bobagem e carregar tanto na mão.

Começando pela macumba. Weissmann diz que Maia recorreu a ela para combater o mosquito da dengue e teve a pachorra de citar em nota de rodapé (a de número 10) como fonte o seguinte site: Esculhambação. Hum... Pelo cheiro da brilhantina, como diria Elio Gaspari, já dá para desconfiar onde a coisa iria dar.

Depois de alguma pesquisa, consegui descobrir de onde saiu a "macumba": Maia, em viagem à Bahia, disse que ia rezar ao Senhor do Bonfim para mandar o mosquito da dengue para o mar. Uma barbaridade, OK, mas não é macumba (nem candomblé, como seria antropologicamente mais correto dizer). O caso foi noticiado pela Globo News:

A certa altura, Weissmann mete a boca em Drauzio Varella, por supostamente ter sugerido na TV que "a adição de uma colherada de sopa [?!] a águas paradas mataria instantaneamente todas as larvas de mosquito presentes". A fonte referenciada em nota (18) é um artigo de Nilson Lage no site Observatório da Imprensa. De 2002.

Lage critica de fato o doutor Drauzio, mas registra corretamente que ele recomenda o uso de uma colher de sopa de... água sanitária. Exatamente o que os agentes de saúde recomendam aqui em casa, quando aparecem. E também o que se pode ler na página do médico, entre várias recomendações sensatas.

O detalhe parece ter escapado a Weissmann. No mesmo parágrafo, desanca homeopatas que querem curar dengue com suas diluições. Ou seja: Drauzio Varella, homeopatas, Cesar Maia - todos macumbeiros, assim como os "favelados supersticiosos".

Mesmo deixando de lado os erros menores, como grafar "brazilieros" e "Ipenema", chamar especialistas em insetos de "entymologist" e traduzir "auto-da-fé" como "act of faith", em meio a uma afetadíssima passagem sobre o Cândido de Voltaire, não dá para perdoar erros históricos do calibre de afirmar: "Quando a escravidão no Brasil foi abolida nos anos 1880 pela República que derrubou seu monarca..." Como qualquer criança brasileira sabe, a escravidão foi abolida ainda durante o Império (se deu certo ou não, são outros 500).

Agora, de doer, mesmo, é um dos últimos parágrafos do texto. Reúne sob um verniz antropológico benevolente e simpatizante todos os estereótipos sobre o país. Para um professor universitário, deveria bastar para demissão por justa causa. Merece tradução, para que o povo saiba como são feitos os periódicos científicos, além das salsichas e das leis da célebre frase de Otto von Bismarck:


Hoje, o Brasil pode não ser o Eldorado [de Cândido e Pangloss], mas ele de fato abriga uma sociedade tolerante, diversa e multirracial como nenhuma outra no planeta. Macumbeiros fazem suas adorações ao lado de católicos romanos. Negros e brancos, índios e ibéricos, candomblé e umbanda banham-se ao sol e fazem amor nas areias de Ipenema; eles também reproduzem aqueles fascinantes jogadores de futebol.


Saravá, Dr. Weissmann.

Escrito por Marcelo Leite às 22h48

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Complicações e libertações

Complicações e libertações

(...) Com tanta coisa para dar errado num organismo, milagre é que tantos vivam com saúde. Já elogiei aqui, também, o fantástico livro "Mutantes", de Armand Marie Leroi. Salvo engano, esse apoio enfático não foi ainda capaz de tocar o coração e a mente de algum editor brasileiro.

Se o leitor tem queda pelo mundo das esquisitices médicas, segue aqui outra recomendação -de leitura, porque editado no Brasil o livro já foi. Aliás, há muito tempo: seis anos. A lerdeza do colunista não justifica, porém, que um autor tão bom seja omitido: Atul Gawande, que nos fez o favor de escrever "Complicações - Dilemas de um Cirurgião diante de um Ciência Imperfeita" (Objetiva).

Mais do que revelar bastidores da medicina, coisa que faz com a competência narrativa de qualquer colaborador da revista "New Yorker", o americano Gawande nos transporta para dentro da cabeça de um médico em formação. Melhor ainda: para o âmago do que seria o torturado "órgão moral" do aprendiz de medicina.

O narrador, como tantos dos médicos com que temos de (nos) tratar, lida a cada momento com desafios excruciantes. Tem de decidir o que fazer, mesmo na ausência de todas as informações confiáveis que gostaria de obter. Não são muitos aqueles capazes de confiar na própria intuição quando é a saúde, a dor ou até a vida de outrem que está na linha. (...)


Leia o restante da coluna Ciência em Dia no jornal Folha de S.Paulo (aqui, só para assinantes).

Escrito por Marcelo Leite às 11h41

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

O racialismo elementar do Dr. Watson

O racialismo elementar do Dr. Watson

E James Watson, afinal, voltou a falar.

Sete meses depois de seus comentários tidos como racistas em artigo de Charlotte Hunt-Grubbe no jornal britânico “The Sunday Times”, o co-descobridor _com Francis Crick_ da estrutura em dupla hélice da molécula de DNA deu uma entrevista. Não por acaso, a um dos mais célebres intelectuais negros dos EUA, Henry Louis “Skip” Gates, Jr., da Universidade Harvard.

A entrevista apareceu na revista online editada por Gates, “The Root” (A Raiz). Sob o título “Cor, Controvérsia e DNA”, ela vem acompanhada do artigo “A Ciência do Racismo”, do próprio Gates.

É uma conversa bem esquisita. Gates peleja para arrancar de Watson confirmação ou refutação inequívocas das frases que enterraram de vez sua reputação (Watson pediu desculpas públicas, mas ainda assim perdeu a direção do Laboratório de Cold Spring Harbor). O editor de “The Root” termina sem elas.

Uma das sentenças fatídicas, admite Watson a Gates, havia sido extraída por Hunt-Grubbe do terceiro livro de memórias de Watson que a antiga colaboradora comentava, “Avoid Boring People” (algo entre “evite chatear pessoas” e “evite pessoas chatas”). Dizia:

“Não há uma razão firme para prever que a capacidade intelectual de povos geograficamente separados em sua evolução deva mostrar-se identicamente evoluída. Nossa vontade de encarar faculdades racionais iguais como um patrimônio universal da humanidade não bastará para fazer com que seja assim.”

Watson também se disse, segundo Hunt-Grubbe, “inerentemente pessimista sobre as perspectivas da África”. E assim justificou: “Todas as nossas políticas sociais estão baseadas no fato de que a inteligência deles é a mesma que a nossa – enquanto todos os testes dizem que não é realmente assim”. Para culminar: “As pessoas que têm de lidar com empregados negros descobrem que isso não é verdade”.

Se não tinha como negar a primeira frase, Watson esquiva-se de desmentir, na entrevista, as outras. Conta que conversou por oito horas com Hunt-Grubbe, mas não tem lembrança de pronunciá-las. Deixa no ar a hipótese de que tenham sido inventadas, “de tão inapropriadas”.

Em seu artigo, Gates trata Watson com benevolência. Diz que saiu convencido de que ele não é um racista empedernido, pela maneira convicta com que deplorou o uso de suas palavras por racistas de quatro costados, daqueles que acreditam na supremacia branca.

Mas o professor de Harvard define Watson pelo que ele de fato é: um racialista. O geneticista o demonstra à farta na entrevista, falando de possíveis “genes da inteligência judia” e da “dominância no basquete” dos negros.

“Ele acredita que certas características ou formas de comportamento observáveis entre grupos de seres humanos podem, de fato, ter uma base biológica no código que os cientistas podem se tornar capazes, eventualmente, de estabelecer, e que o ‘gene’ é algum espaço mítico neutro, e aquilo que alegadamente ‘mede’ ou ‘determina’ independe de fatores, variáveis e influências ambientais.”

Gates se diz constrangido com a história dos genes do basquete, mas não perde a elegância. Lembra para Watson o que o pai lhe dizia quando via as quadras cheias de jovens negros: “Se estudássemos cálculo como estudamos basquete, estaríamos dirigindo o MIT”.

Leia o restante do artigo na Folha de S.Paulo (aqui, só para assinantes).

Escrito por Marcelo Leite às 09h51

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Mais mistérios na cabeça de homossexuais

Mais mistérios na cabeça de homossexuais

 

Imagem mostra área e grau de correlação entre as amídalas (áreas do cérebro envolvidas com emoções) em heterossexuais masculinos e femininos e homossexuais masculinos e femininos (da esq. para a dir.)


Não é de hoje que pesquisadores procuram e à vezes encontram - com muita controvérsia, como ocorreu com Simon LeVay ainda nos anos 1990 - estruturas e fisiologia cerebrais ligeiramente diferenciadas dentro da cabeça de homossexuais. Surge agora um novo estudo de Ivanka Savic e Per Lindström, do Instituto Karolinska de Estocolmo, revelando que a amídala - uma pequena área do cérebro importante para o processamento de emoções - de pessoas homossexuais têm semelhanças estatisticamente significativas com pessoas do sexo oposto (ou seja, homossexuais masculinos mais parecidos com mulheres e lésbicas mais parecidas com homens).

O trabalho aparece na edição desta semana do periódico da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, PNAS. Quando for publicado, o artigo ficará disponível aqui, em inglês. Savic e Lindström já haviam publicado algo semelhante em 2005, sobre a reação diferenciada a feromônios (leia mais aqui, em português).

Savic e Lindström procuraram assimetrias entre as duas metades do cérebro de 90 pessoas nos quatro grupos possíveis de sexo genético e orientação sexual, usando imagens de tomografia por emissão de pósitrons (PET) e ressonância magnética nuclear (MRI). Encontraram, como se pode ver na imagem acima.

No artigo, afirmam: "Os resultados não podem ser atribuídos a efeitos adquiridos e sugerem uma ligação com entidades neurobiológicas". É um modo eufemístico e nem um pouco firme ("sugerem...") de dizer que seriam características biologicamente inatas. É algo muito diferente de afirmar que são de fato características inatas e que portanto foi excluída a hipótese de que as diferenças resultem do que essas pessoas fizeram na vida, e não de como elas eram ao nascer.

Mesmo supondo que sejam estruturas inatas, "determinadas" por genes "do" homossexualismo, que conclusão seria possível tirar disso? Muitos homossexuais se sentiriam confirmados na sua orientação sexual e talvez com menos dificuldade de viver com ela, pois afinal eles "são" assim, biologicamente falando. Genes gays em lugar de orgulho gay, ou justificando o orgulho gay.

Genes gays, se existirem (quem me lê há algum tempo sabe que tenho sérias dúvidas a respeito), porém, podem ser lidos de outra maneira, especialmente por quem já tem inclinações homofóbicas: eles trariam a "prova" de que a homossexualidade é uma anormalidade, não um signo de liberdade. Uma doença, enfim, que poderia, e talvez devesse, ser curada ou prevenida, da proveta nas clínicas de fertilização in vitro ao útero e à infância, por meio de testes, psicoterapia e remédios.

Pessoalmente, acho o estudo intrigante e gostaria de saber mais. Jamais seria contrário a esse tipo de pesquisa, embora preveja que sua assimilação e uso pela opinião pública possam ser distorcidos. Mas podem também trazer esclarecimento - algo que é sempre desejável ter mais do que ter menos.

Escrito por Marcelo Leite às 15h50

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

ABC da qualidade

ABC da qualidade

 

Quanto é boa a Academia Brasileira de Ciências (ABC) em termos internacionais? Não é uma questão fácil de responder. Talvez nem seja prudente perguntar.

Como recebeu resposta provisória de membro da própria academia, o biomédico Rogério Meneghini (também especialista em cienciometria, o campo de medidas de produtividade em pesquisa), presume-se que será ouvida ali com um mínimo de interesse. Além de provisória, a resposta é modesta e indireta.

Aparece no artigo "Comparação de cientistas da Academia Brasileira de Ciências e da Academia Nacional de Ciências dos EUA com base no índice h", que Meneghini publicou com Abel Packer e Rogério Mugnaini no periódico Brazilian Journal of Medical and Biological Research.

A constatação mais geral do trio é que a ABC apresenta grande heterogeneidade de desempenho entre as dez áreas nas quais classifica seus integrantes. O estudo não aponta a razão disso, mas sugere uma hipótese para futuras análises: que os critérios de seleção de membros da ABC não correspondam necessariamente ao mérito da performance do investigador em categorias particulares.

Usou-se no levantamento uma nova medida de qualidade que é ela própria controversa, o índice h. Normalmente se emprega o número de artigos publicados em periódicos reconhecidos e a quantidade de citações que recebem em artigos subseqüentes. Mas essa medição tradicional admite distorções, como beneficiar um autor de poucos artigos, ou mesmo um só, com centenas ou milhares de citações.

Aí entra o índice h. Ele corresponde ao número de artigos de um cientista que angariaram, cada um, pelo menos o mesmo número de citações. Exemplo: se não publicar mais que cinco trabalhos com pelo menos cinco citações, seu h será 5 -pouco importa se um deles recebeu 18 ou 1.800 citações. O indicador exprime sua capacidade de continuar produzindo estudos úteis para a comunidade de pesquisa.

Os piores h da ABC estão nas ciências humanas, com a média de 4,1 (nas outras nove áreas, o h médio varia entre 8,5, na matemática, e 24,1, nas ciências biomédicas). O primeiro colocado em humanidades é o sociólogo Simon Schwartzman, com 10. Fora da ABC, o cientista social brasileiro com mais alto h é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (14).


Leia o restante da coluna Ciência em Dia na Folha de S.Paulo (aqui, só para assinantes) e as tabelas por área da ABC nas dez notas abaixo, neste blog.

Escrito por Marcelo Leite às 10h31

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Química na Academia Brasileira de Ciências

Química na Academia Brasileira de Ciências

Estes são os índices h (número de artigos publicados que alcançam pelo menos esse mesmo número de citações) calculados por Rogerio Meneghini para os membros da Academia Brasileira de Ciências (ABC) na área de química com base em dados de agosto de 2006; no final, a média de uma amostra de pesquisadores da mesma área na Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (NAS-EUA):

Para mais informações, consulte o artigo “Comparação de cientistas da Academia Brasileira de Ciências e da Academia Nacional de Ciências dos EUA com base no índice h”, que Meneghini publicou com Abel Packer e Rogério Mugnaini no periódico Brazilian Journal of Medical and Biological Research.

Escrito por Marcelo Leite às 11h25

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Matemática na Academia Brasileira de Ciências

Matemática na Academia Brasileira de Ciências

Estes são os índices h (número de artigos publicados que alcançam pelo menos esse mesmo número de citações) calculados por Rogerio Meneghini para os membros da Academia Brasileira de Ciências (ABC) na área de matemática com base em dados de agosto de 2006; no final, a média de uma amostra de pesquisadores da mesma área na Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (NAS-EUA):

Para mais informações, consulte o artigo “Comparação de cientistas da Academia Brasileira de Ciências e da Academia Nacional de Ciências dos EUA com base no índice h”, que Meneghini publicou com Abel Packer e Rogério Mugnaini no periódico Brazilian Journal of Medical and Biological Research.

Escrito por Marcelo Leite às 11h20

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Física na Academia Brasileira de Ciências

Física na Academia Brasileira de Ciências

Estes são os índices h (número de artigos publicados que alcançam pelo menos esse mesmo número de citações) calculados por Rogerio Meneghini para os membros da Academia Brasileira de Ciências (ABC) na área de física com base em dados de agosto de 2006; no final, a média de uma amostra de pesquisadores da mesma área na Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (NAS-EUA):

Para mais informações, consulte o artigo “Comparação de cientistas da Academia Brasileira de Ciências e da Academia Nacional de Ciências dos EUA com base no índice h”, que Meneghini publicou com Abel Packer e Rogério Mugnaini no periódico Brazilian Journal of Medical and Biological Research.

Escrito por Marcelo Leite às 11h15

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Engenharia na Academia Brasileira de Ciências

Engenharia na Academia Brasileira de Ciências

Estes são os índices h (número de artigos publicados que alcançam pelo menos esse mesmo número de citações) calculados por Rogerio Meneghini para os membros da Academia Brasileira de Ciências (ABC) na área de engenharia com base em dados de agosto de 2006; no final, a média de uma amostra de pesquisadores da mesma área na Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (NAS-EUA):

Para mais informações, consulte o artigo “Comparação de cientistas da Academia Brasileira de Ciências e da Academia Nacional de Ciências dos EUA com base no índice h”, que Meneghini publicou com Abel Packer e Rogério Mugnaini no periódico Brazilian Journal of Medical and Biological Research.

Escrito por Marcelo Leite às 11h04

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Saúde na Academia Brasileira de Ciências

Saúde na Academia Brasileira de Ciências

Estes são os índices h (número de artigos publicados que alcançam pelo menos esse mesmo número de citações) calculados por Rogerio Meneghini para os membros da Academia Brasileira de Ciências (ABC) na área de ciências da saúde com base em dados de agosto de 2006; no final, a média de uma amostra de pesquisadores da mesma área na Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (NAS-EUA):

Para mais informações, consulte o artigo “Comparação de cientistas da Academia Brasileira de Ciências e da Academia Nacional de Ciências dos EUA com base no índice h”, que Meneghini publicou com Abel Packer e Rogério Mugnaini no periódico Brazilian Journal of Medical and Biological Research.

Escrito por Marcelo Leite às 10h59

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ciências da Terra na Academia Brasileira de Ciências

Ciências da Terra na Academia Brasileira de Ciências

Estes são os índices h (número de artigos publicados que alcançam pelo menos esse mesmo número de citações) calculados por Rogerio Meneghini para os membros da Academia Brasileira de Ciências (ABC) na área de ciências da Terra com base em dados de agosto de 2006; no final, a média de uma amostra de pesquisadores da mesma área na Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (NAS-EUA):

Para mais informações, consulte o artigo “Comparação de cientistas da Academia Brasileira de Ciências e da Academia Nacional de Ciências dos EUA com base no índice h”, que Meneghini publicou com Abel Packer e Rogério Mugnaini no periódico Brazilian Journal of Medical and Biological Research.

Escrito por Marcelo Leite às 10h54

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Humanas na Academia Brasileira de Ciências

Humanas na Academia Brasileira de Ciências

Estes são os índices h (número de artigos publicados que alcançam pelo menos esse mesmo número de citações) calculados por Rogerio Meneghini para os membros da Academia Brasileira de Ciências (ABC) na área de ciências humanas com base em dados de agosto de 2006; no final, a média de uma amostra de pesquisadores da mesma área na Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (NAS-EUA):

Para mais informações, consulte o artigo “Comparação de cientistas da Academia Brasileira de Ciências e da Academia Nacional de Ciências dos EUA com base no índice h”, que Meneghini publicou com Abel Packer e Rogério Mugnaini no periódico Brazilian Journal of Medical and Biological Research.

Escrito por Marcelo Leite às 10h49

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Biomédicas na Academia Brasileira de Ciências

Biomédicas na Academia Brasileira de Ciências

Estes são os índices h (número de artigos publicados que alcançam pelo menos esse mesmo número de citações) calculados por Rogerio Meneghini para os membros da Academia Brasileira de Ciências (ABC) na área de ciências biomédicas com base em dados de agosto de 2006; no final, a média de uma amostra de pesquisadores da mesma área na Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (NAS-EUA):

Para mais informações, consulte o artigo “Comparação de cientistas da Academia Brasileira de Ciências e da Academia Nacional de Ciências dos EUA com base no índice h”, que Meneghini publicou com Abel Packer e Rogério Mugnaini no periódico Brazilian Journal of Medical and Biological Research.

Escrito por Marcelo Leite às 10h42

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ver mensagens anteriores

PERFIL

Marcelo Leite Marcelo Leite é jornalista, colunista da Folha de S.Paulo e autor do livro "Promessas do Genoma" (Editora da Unesp).

BUSCA NO BLOG


ARQUIVO


Ver mensagens anteriores
 

Copyright Folha Online. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha Online.