Marcelo Leite

Ciência em Dia

 

A verdade sobre a mudança do clima

 
 

A verdade sobre a mudança do clima

Já está virando carne de vaca "dublar" com legendas a cena de filme em que Hitler perde a estribeira, mas vale a pena dar uma olhada na versão abaixo, se você acompanha o caso dos e-mails furtados e divulgados para acusar cientistas do IPCC de fraude. É muito engraçado. Use o botão do canto inferior direito para ativar legendas em português ou inglês.

 

Escrito por Marcelo Leite às 21h47

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Esso para a Antártida

 
 

Esso para a Antártida

A revista especial "No Coração da Antártida" Folha de S.Paulo, 22/3/2009), da qual tive o prazer de participar como repórter enviado ao continente gelado, na companhia de Toni Pires, ganhou ontem o Prêmio Esso de Informação Científica, Tecnológica e Ecológica. Meus parabéns a toda a equipe de edição: Claudio Angelo, Marilia Scalzo, Thea Severino, Adriana Mattos, Marcelo Pliger, Renata Steffen e Flavio Dieguez. Com um time desses, não dava para não ganhar.

Escrito por Marcelo Leite às 16h22

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Copenhague: quem dá mais

 
 

Copenhague: quem dá mais

A Folha de S.Paulo trouxe ontem um caderno especial de oito páginas dedicado à mudança do clima e à Conferência de Copenhague. Este blogueiro contribuiu com uma análise comparando as metas brasileiras de redução de gases do efeito estufa recém-anunciadas com as de alguns países-chave, tomando por base emissões nacionais estimadas em 2005. Eis o cerne do artigo:


(...) O Brasil se destaca dos companheiros de Bric (...) por ter acabado de anunciar um inventário com as emissões de 2005. Ainda que preliminar, é um dado oficial, e não um chute: 2,2 bilhões de toneladas de CO2-equivalente. Mais do que Índia e Japão.

Apenas 11 dias antes, o governo federal havia anunciado a intenção de reduzir entre 36% e 39% o que se projeta como emissões de 2020 (2,7 bilhões de toneladas). Em números redondos, chegar a 1,65 bilhão de toneladas, ou 25% menos que em 2005.

É um compromisso comparável ao da União Europeia (-24%), além de bem mais ambicioso que o dos EUA (-17%). A terceira peculiaridade brasileira é o fato de suas metas serem muito melhores que aquelas com percentuais alarmantes de crescimento líquido sobre 2005 embutidos nas propostas chinesa e indiana (120% e 73%, respectivamente). (...)


Uma comparação com 1990 (ano-base do Protocolo de Kyoto), em lugar de 2005 (referencial adotado pelos EUA), teria sido igualmente informativa. Revelaria, por exemplo, que o país de Barack Obama oferece muito pouco (3% ou 4%) do que teria de cumprir (7%) se tivesse ratificado o protocolo que Al Gore negociou em 1997, durante a gestão Bill Clinton (depois torpedeado pelo Congresso americano e denunciado por George W. Bush).

O crescimento vertiginoso de emissões de países emergentes, como China e Índia, também ficaria mais evidente. As do Brasil, por exemplo, cresceram 62% de 1990 a 2005.

Outra forma relevante de apresentar essas contas nacionais de emissões é a variante per capita. Aqui as diferenças se tornam devastadoras para os países ricos. Os dados são igualmente sujeitos a muitas suposições (uma tabela pode ser encontrada aqui), mas o que interessa é a ordem de grandeza: enquanto um americano emite em média 20 toneladas de carbono/ano, um chinês emite menos de 5, um brasileiro, 2, e um indiano, pouco mais de 1.

Há muitas formas, portanto, de calcular e encarar esses números. Todas são relevantes e oferecem diferentes ângulos para considerar o problema. Sua discussão tampouco pode escapar de um princípio e de uma constatação:

  • o princípio das responsabilidades comuns porém diferenciadas (países ricos são os grandes responsáveis históricos pelo aquecimento global, portanto devem liderar o esforço de redução de emissões e o financiamento das ações de adaptação)
  • a constatação numérica de que não é possível manter o aumento da temperatura abaixo de 2°C neste século sem um esforço concomitante de reduções por parte dos países emergentes - China à frente, MUITO à frente.

Escrito por Marcelo Leite às 11h13

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A sustentável intensidade do carbono

 
 

A sustentável intensidade do carbono

(...) A tendência brasileira, no momento, é "carbonizar" sua matriz exemplar. A não ser que aumente significativamente a eficiência energética (quantidade de energia gasta para produzir uma unidade de PIB), emitirá mais carbono para cada uma dessas unidades.

Caminhamos, portanto, na contramão de países como Índia e China, que conseguem crescer -e muito- diminuindo a intensidade carbônica. Tanto é que se disseram dispostos a cortá-la em até 25% e 45%, respectivamente, em dez anos.

De todo modo, a posição do Brasil ainda é invejável no grupo Bric. A intensidade carbônica da economia indiana é 20% maior que a brasileira. A russa, 80%. A chinesa, 100% (só de geração por termelétricas a carvão, pior fonte de carbono, a China agregará até 2030 o equivalente a quatro vezes o que o Brasil produz hoje).

"É um desafio evitar que esse indicador cresça sem que o setor se torne um gargalo e sem impedir que a população consuma mais energia no Brasil", afirma Mauricio Tolmasquim, presidente da EPE. Tolmasquim informa que o próximo plano decenal vai incorporar o conceito de intensidade energética com vistas a diminuir emissões. Os dados em preparação, segundo ele, já foram utilizados no cálculo da contribuição do setor energético para as metas de redução anunciadas no dia 13.

A ficha de Copenhague, parece, começou mesmo a cair.


Leia a íntegra da coluna Ciência em Dia na Folha de S.Paulo (aqui, só para assinantes).

Escrito por Marcelo Leite às 17h51

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Marcelo Leite Marcelo Leite é repórter especial da Folha e autor do livro "Promessas do Genoma".
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