Dilema amazônico
O último número da revista americana The Washington Monthly, criada e mantida por monstros do jornalismo americano como David Halberstam, Greg Easterbrook e James Fallows, traz um dossiê sobre florestas tropicais e mudança climática que inclui um artigo meu, "O Dilema Brasileiro". Traduzo seu último parágrafo:
Noves fora: a batalha está longe de terminar, no que se refere a equilibrar crescimento econômico e conservação na Amazônia, e em Brasília prossegue o cabo de guerra Os efeitos graves do desmatamento amazônico sobre o tempo atmosférico regional e sobre o clima global são cada vez mais bem entendidos. A biodiversidade da floresta permanece impressionante, e ainda persistem por analisar incontáveis espécies de plantas e animais, em busca de seus possíveis benefícios para todos nós. Mesmo assim, a realidade é que, se os brasileiros forem forçados hoje a escolher entre floresta e desenvolvimento, muitos favorecerão a segunda opção, derrubando uma área de floresta igual à que já se perdeu e entregando outros 18% ou mais em troca de desenvolvimento, exportações e prosperidade de curto prazo para poucos. A maioria percorreria alegremente a trilha que a nação já seguiu ao longo de seu litoral ao erradicar a não menos diversa mata atlântica, reproduzindo assim o destino da maior parte das florestas temperadas do mundo desenvolvido.
Os outros colaboradores do dossiê são:
Roger D. Stone, "Mudança no ar";
Paul Brown, "O longo e escaldante verão";
Rhett Butler, "Grande REDD";
David Adam, "De Kyoto a Copenhague";
Mark Rice-Oxley, "Sopa de algas";
Michael Grunwald, "Em favor da grande agricultura"; e
George M. Woodwell, "Florestas no seu limite".


