Células-tronco na Science

Células-tronco do laboratório de Stevens Rehen
A revista Science de hoje traz uma reportagem (DOI:10.1126/science.324.5923.26) minha sobre a Rede Nacional de Terapia Celular financiada pelos ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia, com destaque para o Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias (LaNCE) iniciado por Lygia da Veiga Pereira, na USP, e Stevens Kastrup Rehen, na UFRJ.
Transcrevo os três últimos parágrafos, destraduzidos:
No início de 2010, esperam ter a capacidade de produzir 30 milhões de células pluripotentes por mês, certificadamente livres de anormalidades cromossômicas e contaminação por micoplasma. O LaNCE planeja dobrar a produção assim que 450 m² de laboratórios reformados estiverem disponíveis.
"Se isso funcionar, será fantástico", afirma a pesquisadora de células-tronco [Mayana] Zatz. "Precisamos dessas core facilities especializadas, como as que existem nos EUA e na Europa, fornecendo insumos de pesquisa para todo o país. Mas também precisamos de financiamento seguro de longo prazo. Três anos está longe de ser suficiente."
A reação do exterior também tem sido entusiástica. "Eu realmente aplaudo o governo brasileiro por seu investimento em tecnologia de células-tronco", afirma Marie Csete, pesquisadora-chefe do Instituto de Medicina Regenrativa da Califórnia, em São Francisco. Ela e [Jeanne] Loring [do Instituto de Pesquisa Scripps] gostariam de ver o grupo derivar linhagens de células iPS [pluripotentes induzidas] das muitas populações geneticamente diversificadas do Brasil pata testar se novos medicamentos funcionam da mesma maneira em grupos diferentes. "Células iPS de pacientes no Brasil podem ser empregadas para estabelecer modelos de 'doenças-numa-placa' que estarão disponíveis para teste sistemático de medicamentos em bibliotecas de novos compostos em [seu] país."


