Marcelo Leite

Ciência em Dia

 

Lançamento - Darwin

 
 

Lançamento - Darwin

Mais informações sobre o livro aqui.

Escrito por Marcelo Leite às 14h33

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Radiografia também é arte

 
 

Radiografia também é arte

 


Imagem: Satre Stuelke

A partir de uma reportagem de Amanda Schaffer no jornal The New York Times, cheguei a um slideshow apaixonante das imagens de objetos cotidianos que Satre Stuelke faz com tomógrafos. Coisas como brinquedos, fast food, aparelhos eletrônicos.

Aí dei um google no nome dele e cheguei à sua página, Radiology Art, onde a coisa é ainda mais chocante: há também imagens em movimento! Deleite-se.

Pós-escrito em 24/3: Marcelo Pliger,  mago dos infográficos da revista "No Coração da Antártida", lembrou-se de uma ilustração de outro mago, o artista plástico Guto Lacaz, que também radiografou a Barbie:

Escrito por Marcelo Leite às 19h19

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O "pensamento" ambiental de Lula

 
 

O "pensamento" ambiental de Lula

Não fosse uma contradição nos termos, a frase a seguir resume bem o "pensamento" do presidente da República sobre a questão ambiental; foi dita numa entrevista exclusiva à Rádio Jornal, de Recife:

"Eu digo todo dia o seguinte: se Juscelino Kubitschek fosse presidente da República hoje, com a quantidade de lei que nós criamos, com a quantidade de mecanismos que nós criamos, se o Juscelino resolvesse 'eu vou fazer Brasília', hoje, ele ainda não teria conseguido licença-prévia para fazer a pistazinha para descer o seu teco-teco. Porque está tudo muito difícil para fazer uma obra neste país, tudo muito difícil. Porque você tem meio ambiente nacional, meio ambiente estadual, você tem Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, você tem... é uma quantidade de gente para dar palpite que a gente termina levando muito mais tempo."

Parece que o presidente está com a questão ambiental "transversalizada" na garganta.

Escrito por Marcelo Leite às 15h53

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Por um Proantar civil

 
 

Por um Proantar civil

Acampamento da Expedição Deserto de Cristal em Patriot (Foto: Marcelo Leite)

Termina neste mês o Ano Polar Internacional 2007-2008, um esforço mundial de pesquisa nos extremos da Terra -Ártico e Antártida- que reúne mais de 10 mil cientistas de 64 países. Entre eles o Brasil, que faz estudos na Antártida desde 1982. O país deu um salto com o Ano Polar, multiplicando por dez as verbas anuais para pesquisas na região.

A ciência antártica nacional deu também neste verão um salto menos metafórico ao penetrar no interior do continente. Um dos principais projetos brasileiros no Ano Polar foi a Expedição Deserto de Cristal, primeira missão científica autônoma no manto de gelo que cobre o continente austral. (...)

É um bom momento para mudar tudo. O Programa Antártico Brasileiro (Proantar) deveria sair da alçada da Marinha. A pesquisa precisa deixar de ser apenas pretexto e passar a ocupar o centro das atividades do país nas vizinhanças do polo Sul. (...)

Os 27 anos do Proantar foram em certa medida bem-sucedidos. O país tem hoje uma estação ampla, ainda que na extrema periferia antártica (mais perto da América do Sul do que do polo Sul) e subutilizada para estudos. Em breve terá dois navios polares -nenhum deles quebra-gelo e com quantidade reduzida de laboratórios.

O setor de pesquisa do Proantar já tem subordinação civil. Ela se encontra hoje na alçada do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). São frequentes os conflitos entre prioridades científicas e militares, no entanto. (...)

O interesse de pesquisar na Antártida, no momento, é elucidar fenômenos meteorológicos e climáticos. Eles interessam ao planeta como um todo, na perspectiva do aquecimento global, e ao Brasil em particular, pois de lá partem nossas frentes frias.

Isso é tarefa de cientistas, não de militares. O Brasil deve seguir o exemplo de potências antárticas como Estados Unidos e Reino Unido e tornar seu programa inteiramente civil -o que não exclui recorrer à experiência da corporação militar, como faz o Instituto Antártico Chileno, se e quando ela for necessária.


Leia a íntegra da coluna Ciência em Dia na Folha de S.Paulo (aqui, só para assinantes).

Pós-escrito: Alguns leitores enxergaram contradição entre o que defendi e o texto do glaciologista Jefferson Cardia Simões, publicado na mesma página do caderno Mais (aqui, só para assinantes). Simões escreveu:

MITO: O Programa Antártico Brasileiro (Proantar) é um programa da Marinha.
FATO: O Proantar é um programa nacional, gerenciado pela Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar. A Marinha é responsável pela logística; as universidades e institutos, pelas pesquisas.

Foi por isso que escrevi, no último parágrafo, que o Proantar deveria ser INTEIRAMENTE civil. Deixar toda a logística na mão da Marinha lhe dá na prática um poder de decisão sobre os rumos do programa que com alguma frequência têm conflitado com os objetivo científicos - que deveriam predominar.

Escrito por Marcelo Leite às 11h49

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Marcelo Leite Marcelo Leite é repórter especial da Folha e autor do livro "Promessas do Genoma".
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