O método do espantalho

 OS MILITARES e sua doutrina da segurança nacional, afinal, venceram. A recém-reconquistada popularidade do espantalho da "internacionalização da Amazônia" dá o melhor testemunho dessa vitória atrasada. Em pleno século 21, debate-se até impedir estrangeiros de adquirir propriedades no Brasil.

Antes se caçavam, debaixo de cada cama, vermelhos e padres a serviço do Kremlin ou de Castro. Agora, atrás de cada árvore, verdes e padres a soldo da Casa Branca ou do príncipe Charles.

Trata-se da conspiração mais eficiente da história, pois dela não existem evidências concretas. A lenda sobrevive lastreada em velhos fatos, como o furto das sementes de seringueira pelo inglês Henry Wickham há mais de 130 anos, e fraudes novas, como o fictício mapa de livro didático norte-americano.

Os falcões de George W. Bush inventaram armas de destruição em massa para subjugar o Iraque. Nossos arapongas criam ficção em massa para arranhar movimentos sociais, povos indígenas e ONGs ambientais. Produzem mais ridículo do que informação.

Plantações de arroz na Terra Indígena Raposa/Serra do Sol (Ciência Hoje)

Escrevi o comentário parcialmente reproduzido acima acima (leia íntegra aqui, só para assinantes) para integrar um bloco especial de reportagens da Folha de S.Paulo sobre compras de terras por estrangeiros, que você pode ler aqui - de novo, só para assinantes.